Como escolher a cadeira de escritório ideal em 7 passos

Como escolher a cadeira de escritório ideal em 7 passos

Tão importante quanto o colchão em que dormimos, a cadeira que usamos no escritório deve ser ergonômica, confortável e de muita qualidade. Somos muito exigentes na hora de comprar um colchão, mas o mesmo deve valer para a cadeira, afinal podemos passar mais tempo nela do que na cama.

Cadeiras adequadas são importantes não só para o conforto do usuário, mas também para a saúde. Tamanhos mal dimensionados e falta de regulagens podem causar problemas na coluna, ombros, pescoço e braços, que podem ocasionar desmotivação e até afastamentos no trabalho.

Mas como escolher uma cadeira de escritório adequada?

A Funcional Mobiliário Corporativo conta com uma vasta linha de cadeiras, indicadas para diferentes usos, estaturas e biotipos. Todas elas produzidas com base em ergonomia e rigoroso padrão de qualidade.

Por isso, criamos este guia com 7 passos para ajudar na escolha da cadeira de escritório ideal.

1 – Perfil de usuário e ambiente – O que você vai fazer com a cadeira?

A primeira definição é que tipo de cadeira escolher com base no perfil do usuário e ambiente.

Há modelos de cadeiras para postos operacionais, interlocutores, atendentes, telemarketing ou salas de gerentes, diretores, presidentes ou executivos. Cada perfil tem suas necessidades e características de utilização.

OBS. – rodízios de cadeiras devem ser apropriados ao piso do ambiente:

a) pisos frios, cerâmicos ou em madeira opte por rodízios com banda de rolagem em poliuretano (PU). Por serem mais macios, evitam a movimentação involuntária da cadeira, são mais silenciosos e ajudam a proteger contra riscos no piso.

b) salas com carpete ou tapete, opte por rodízios em nylon. As cadeiras deslizam melhor.

2 – Regulagens – O que a cadeira pode fazer?

Existem cadeiras com diferentes tipos de regulagens.

A regulagem básica presente em praticamente toda cadeira de escritório é a de altura. Porém, dependendo do uso e do conforto e ergonomia esperados, mecanismos com outras regulagens precisam ser considerados.

Uma cadeira operacional pode ter o mecanismo Assyncron. Este permite o posicionamento da inclinação independente do assento e do encosto, além da regulagem também independente da altura do encosto.

Uma cadeira modelo diretor ou presidente pode ter o mecanismo tipo Relax. Esse mecanismo permite o recline do conjunto assento encosto, o travamento desse recline e o ajuste da tensão do recline, deixando o movimento mais suave ou mais firme, dependendo do peso do usuário.

Outro mecanismo é o mecanismo Syncron. Este possui um sistema relax de recline com movimentos sincronizados do assento e do encosto, na proporção de 2:1, ou seja, enquanto o assento inclina 1º, o encosto inclina 2º. O recline pode ser ajustado ao peso do usuário e travado com um simples toque na alavanca de regulagem.

Os braços com regulagem de altura são ideais para cadeiras operacionais e para aquelas com necessidade de ajuste ergonômico, podendo ter também regulagens de afastamento lateral, longitudinal e rotação, os braços 4 D.

O apoio de cabeça de uma cadeira presidente pode ter ajuste de altura de acordo com a estatura de quem vai usá-la e ajuste de inclinação que pode ser mudado em função do momento do dia e uso do produto.

Desta forma, de acordo com o perfil dos usuários, do tempo que se vai passar na cadeira e das movimentações que se precisa fazer para executar tarefas, a equipe da Funcional orienta quais regulagens são importantes para o conforto e saúde.

3 – Ergonomia – Um tipo de diferente de cadeira para cada tipo de pessoa

Uma cadeira de escritório ideal deve minimizar os riscos à saúde do colaborador, presentes nos ambientes de trabalho e destacados nos Mapas de Riscos¹ das empresas.

Adequar as cadeiras às características físicas individuais é importante para a saúde e conforto dos colaboradores.

Wisner (1994), define Ergonomia colocando o saber do trabalhador no mesmo nível do saber tecnocientífico e como condição indispensável para o sucesso da ação ergonômica: “Ergonomia é arte na qual são utilizados o saber tecnocientífico e o saber dos trabalhadores sobre sua própria situação de trabalho”.

A Funcional dispõe de produtos ergonômicos em função do seu uso, mas como para falar de ergonomia é preciso falar de conforto, é sempre recomendável que os clientes e usuários finais experimentem os produtos. É preciso sentar e avaliar ergonomia e conforto. Ergonomia é técnica e know how de fabricação, mas conforto é avaliação subjetiva de quem vai utilizar a cadeira.

Alguns pontos importantes sobre ergonomia no uso de cadeiras de escritório:

  • Pés do usuário devem ter apoio no chão ou em apoio para os pés.
  • Permitir que punhos fiquem numa direção neutra, sem dobrar e antebraços apoiados nos braços da cadeira ou no tampo da mesa de forma confortável, facilitando a digitação sem que os punhos fiquem tensos.
  • Assentos com profundidade nem muito reduzida nem muito grande, com um tamanho tal que as pessoas mais altas mantenham seu centro de gravidade sobre o assento e as pessoas menores tenham mobilidade na área popliteal².
  • Conformação do assento que permita alterações de postura, aliviando, assim, as pressões sobre os discos intervertebrais e as tensões sobre os músculos dorsais de sustentação. Portanto, assentos “anatômicos”, em que as nádegas se encaixam neles, não são recomendados, pois permitem poucos movimentos.
  • Densidade do assento para suportar as tuberosidades isquiáticas³.

Encosto que forneça um bom suporte lombar e seja regulável em inclinação e altura para favorecer a adaptação da maioria das pessoas.

4 – Qualidade dos componentes – Não acredite apenas em fotos ou embalagens

Como em qualquer produto disponível para compra, existem cadeiras com diferentes níveis de qualidade. Não se deixe levar pela aparência ou preço apenas. Observe a robustez dos componentes, peso e espessuras das chapas de metais usadas. Sente, experimente. Force o encosto da cadeira enquanto travado para avaliar sua resistência. Observe se a base da cadeira giratória tem nervuras de reforço na injeção plástica ou no alumínio, se tem um tamanho que dê estabilidade para a cadeira e se não se deforma facilmente ao usá-la.

Os mecanismos das poltronas maiores com recline (relax) tem maior durabilidade, estabilidade e conforto se tiverem seu corpo em alumínio fundido. Mecanismos de relax em chapa de aço de baixa espessura podem se deformar e deixar a cadeira torta ou com mal funcionamento.

Para as cadeiras operacionais com mecanismos com regulagem independente de inclinação de encosto e de assento, também deve ser feito o teste de travar os componentes em diferentes pontos e aplicar força com o peso do corpo para testar se os dispositivos não cedem e se funcionam adequadamente.

Dê preferência às cadeiras e poltronas com bom apoio lombar, sejam com encosto em tela ou estofado. O apoio lombar, além de atender questões de ergonomia, permite a adaptação e conforto dos usuários com suas diferentes estaturas, principalmente se o apoio tiver regulagem de altura.

Preste atenção na qualidade das espumas das cadeiras, não somente no conforto, mas também sua resiliência, ou seja, o quanto ela retorna à forma original após a aplicação de carga sobre ela. Faça um teste pressionando fortemente a ponta do dedo na espuma e após verifique o quanto a espuma volta ao normal.

5 – Qualidade do acabamento – Cuidado com a primeira impressão!

Confie nos seus olhos e faça valer a primeira impressão causada. Você deve gostar do que vê, mas verifique também acabamento das peças plásticas, costuras, pintura e fixação dos componentes.

Certifique-se que o revestimento utilizado seja específico para uso corporativo intenso.

6 – Preço – O barato que sai caro!

Um dos erros mais comuns da escolha da cadeira de escritório é levar em conta apenas o preço, optando-se pela mais barata e às vezes em lojas não especializadas. Mesmo parecendo confiáveis, em geral, cadeiras baratas não oferecem conforto e durabilidade adequados. Podem quebrar rapidamente, o que causa transtornos e prejuízos. Uma cadeira de boa qualidade terá durabilidade de muitos anos, garantindo bem-estar aos usuários e economia para a empresa.

7 – Teste e comprove as informações – Testar para crer

Mesmo que a cadeira não seja para quem a está comprando, é imprescindível testá-la. Sentar-se, ficar por alguns minutos, mexer nas regulagens possíveis, simular condições de utilização no ambiente de trabalho, verificar a ergonomia, a qualidade dos componentes e do acabamento e o conforto. Repita o teste várias vezes. Pergunte tudo sobre o modelo desejado até se sentir seguro.

Lembre-se: assim como nos mexemos diversas vezes enquanto dormimos, precisamos de uma cadeira que permita alternarmos nossa postura durante o trabalho.

E por fim, o Manual de Aplicação da Norma Regulamentadora NR17⁴ do Ministério do Trabalho reforça a importância da escolha de uma cadeira de trabalho com recursos adequados.

Qualquer postura mantida de maneira prolongada é mal tolerada. A alternância de posturas deve ocorrer, pois permite que os músculos recebam seus nutrientes e não fiquem fatigados. Essa alternância deve sempre ficar à livre escolha do trabalhador. Ele é quem vai saber qual a melhor postura para cada tarefa ou momento.

Nunca se pode afirmar de antemão qual é a melhor postura baseando-se apenas em critérios biomecânicos. Por exemplo, um caixa de supermercado prefere ficar sentado na maior parte do tempo, mas prefere se levantar quando lida com mercadoria pesada ou quando percebe um cliente potencialmente agressivo. Em pé, os olhos de ambos situam-se na mesma altura, diminuindo a sensação subjetiva de inferioridade. Logo, não são os fisiologistas que têm a palavra final sobre o conforto.

A opinião dos trabalhadores, antes da compra de mobiliário, tem mostrado bons resultados. Algumas empresas colocam algumas opções para teste e decidem por aqueles que tiveram melhor aceitação. Pode-se notar que, quando o usuário tem influência na escolha, os fabricantes dos equipamentos investem mais em pesquisas para aperfeiçoá-los.

Levando-se em conta essas 7 dicas e a ajuda dos consultores de vendas da Funcional Mobiliário Corporativo, é muito provável que você terá escolhido a cadeira certa para seu escritório.

Conte com nossa expertise e nossos profissionais. Conte com a Funcional!

¹Mapa de Risco é uma representação gráfica de um conjunto de fatores presentes nos locais de trabalho, capazes de acarretar prejuízos à saúde dos trabalhadores: acidentes e doenças de trabalho.
²Área popliteal corresponde ao músculo pequeno e achatado, situado na parte posterior do joelho (fossa poplítea). Um assento de cadeira com grande profundidade pode pressionar esta área e causar desconfortos ou problemas de saúde decorrentes dessa interferência na circulação sanguínea.
³Tuberosidades isquiáticas são os dois ossos arredondados semelhantes a uma pirâmide invertida que apoiam todo peso da cabeça e do tronco quando sentamos, os quais exercem grandes esforços de compressão na área inferior das nádegas (MORAES; PEQUINI, 2000; PANERO; ZILNIK, 2002; IIDA, 2005).
“Qualquer postura desde que mantida de maneira prolongada é maltolerada. A alternância de posturas deve ser sempre privilegiada, pois permite que os músculos recebam seus nutrientes e não fiquem fatigados. A alternância da postura deve sempre ficar à livre escolha do trabalhador. Ele é quem vai saber, diante da exigência momentânea da tarefa, se é melhor a posição sentada ou em pé. Uma tarefa tem exigências variadas, por isso nunca se pode afirmar de antemão qual é a melhor postura baseando-se apenas em critérios biomecânicos. Por exemplo, um caixa de supermercado prefere ficar sentado quando manipula mercadorias leves, quando faz um troco ou quando confere cheques. Mas prefere se levantar quando lida com mercadoria pesada ou frágil, assim como quando percebe um cliente potencialmente agressivo. Permanecendo em pé, os olhos de ambos situam-se na mesma altura, diminuindo a sensação subjetiva de inferioridade. Logo, não são os fisiologistas que têm a palavra final sobre o conforto. (…) A opinião dos trabalhadores, antes da compra de mobiliário, tem mostrado um bom resultado em nossa prática de trabalho. Algumas empresas colocam algumas opções para teste e decidem por aqueles que tiveram melhor aceitação. Pode-se notar que, quando o usuário tem influência na escolha, os fabricantes dos equipamentos investem mais em pesquisas para aperfeiçoá-los. (…)”

 

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