Espaços abertos, descontração, privacidade? O que é melhor para minha empresa?

Quem nunca imaginou trabalhar em escritórios abertos e descontraídos que lembram o conceito das instalações da Google? A proposta de garantir conectividade e humanização com um ambiente em formato diferente do convencional, esses espaços informais com áreas de descanso e descontração focados nas pessoas, foi pensado para impactar estrategicamente, tanto os colaboradores, bem como o mercado.

O setor de tecnologia foi o precursor desse movimento corporativohumanizado, com empresas como Facebook, Apple, LinkedIn, Yahoo, Google, que seguiram esse movimento. Nessa tendência, muitas empresas incorporaram em seus escritórios tobogãs, pufes, áreas de descompressão, arquibancadas, redes para descanso, abriram paredes e criaram espaços compartilhados. Algumas apostaram em um dress code mais informal e passaram a adotar reuniões e áreas de convivência com um clima mais leve.

Para formatos assim deve-se analisar a cultura da empresa, o seu DNA, o momento atual da empresa no mercado e quais seus objetivos futuros, para decisões assim deve-se considerar que empresas com instalações dessa maneira atraem os olhares dos mais jovens, com o passar do tempo pode não trazer o mesmo nível de satisfação aos colaboradores de perfis diversos.

Aqui em nosso blog nós já falamos disso, da Síndrome de Peter Pan no mundo corporativo, dê uma conferida aqui.

Como hoje há a dependência das pessoas de seus smartphones, redes sociais, notícias em tempo real, fones de ouvido, etc., as pessoas acabam se desligando do que acontece à sua volta, e os ambientes abertos – Open Spaces e as instalações mais descontraídas surgiram com a proposta de trazer mais colaboração e interação entre as pessoas e entre os setores. Nessa popularização de ambientes abertos, dois pesquisadores da Escola de Negócios de Harvard realizaram um estudo sobre os ambientes abertos e os resultados foram divulgados em julho de 2018.

A pesquisa revela que o sucesso de escritórios sem divisórias é mito. Funcionários foram monitorados no processo de passagem de espaços mais fechados para abertos, sem divisórias ou qualquer tipo de separação entre setores, comparando os dados dentro de uma mesma empresa viram o número de interações pessoais cair muito.

O estudo intitulado como The impact of the open workspace on human collaboration (ou O impacto do ambiente de trabalho aberto na colaboração entre seres humanos, em tradução livre), Ethan Bernstein e Stephen Turban monitoraram eletronicamente funcionários de duas grandes empresas que passaram por mudanças na estrutura física de trabalho, passando de espaços fechados para abertos. O monitoramento foi feito em servidores de comunicação eletrônicos e também por meio de wearables ou dispositivos eletrônicos que os funcionários levaram consigo no dia a dia.

Diferente do que todos pensavam, a quantidade de interações face a face diminuiu significativamente num ambiente de trabalho mais aberto, enquanto que o uso de ferramentas de interação eletrônica aumentou. Mais precisamente, o estudo encontrou 73% menos interações entre os colegas de trabalho, 67% mais tempo gasto com e-mails e 75% mais tempo gasto também com aplicativos de mensagens instantâneas. 

Ben Waber, doutor pelo Massachusetts Institute of Technology – MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), desenvolveu o Humanyze, uma espécie de “crachás sociométricos” usado para coletar dados das interações entre pessoas e ajudar as empresas a melhorar o ambiente de trabalho, esse crachá viabilizou a realização do estudo na Escola de Negócios da Universidade de Harvard.

Humanyze, crachá sociométrico. 

Muitas empresas correram para derrubar suas paredes e adotar o espaço aberto, mas a produtividade e satisfação de muitas pessoas acabaram diminuindo, devido à falta de privacidade, pois não possuem um espaço somente deles, se sentindo muito expostos. Além disso, existe o fato de que as pessoas trabalham em ritmos diferentes, e o espaço amplo também acarreta no alastramento de muito barulho, o que faz com que os funcionários percam a concentração facilmente.

O estudo não faz menção direta às propostas de informalidade e descontração nos ambientes de trabalho, mas serve como alerta de que a concentração e privacidade devem ser fatores relevantes em ambientes de produção de ideias e resultados.

Uma solução razoável, pode ser equilibrar privacidade, com salas de reuniões e salas reservadas de trabalho com preocupação acústica, e espaços de descompressão, mesas compartilhadas e áreas de convivência, destinados a fins mais específicos.

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Como exemplo uma equipe da Microsoft adotou essa proposta. A empresa decidiu ter escritórios fechados e escritórios privados. Quando colaboradores precisam conversar ou trabalhar juntos, eles se encontram nos espaços colaborativos. Ao fim das conversas, voltam à sua privacidade. 

Então, se você deseja estruturar seu escritório, analise como seus colaboradores se comportam e leve em consideração a cultura da empresa.

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Fonte: < https://www.gazetadopovo.com.br/economia/livre-iniciativa/carreira-e-concursos/sucesso-do-escritorio-sem-divisorias-e-mito-mostra-estudo-mas-qual-o-futuro-entao-6cngh67mobbublubwwgrqfx7g/ > Acesso em: 29/08/18 às 11h37

Link para a pesquisa completa The impact of the open workspace on human collaboration.