Evolução dos escritórios e seu Mobiliário

Evolução dos escritórios e seu Mobiliário

Empreendedores e decisores de compra com foco em resultados positivos veem o mobiliário como fundamental nos projetos corporativos. É preciso atender demandas como produtividade e identidade visual. Não basta ser produtivo. É necessário causar boa impressão, tanto aos clientes e mercado, mas também às equipes de trabalho.

Como tem sido essa evolução ao longo dos anos? Vamos descrever aqui um pouco da história dos escritórios e dos móveis para escritório.

Os ambientes corporativos e o mobiliário têm evoluído considerando o indivíduo como ponto central de estudo. É possível observar ao longo dos anos a variação no desenho dos produtos e a preocupação com usabilidade e ergonomia.

A revolução industrial em 1760 fez abrir espaço para novas frentes de trabalho e os móveis de escritório já mereciam certo destaque.

À medida que a Revolução Industrial se intensificava nos séculos XVIII e XIX, as indústrias de serviços bancários, ferroviários, de seguros, varejo, petróleo e telegrafia cresceram dramaticamente em tamanho e complexidade. Para fazer negócios, um número cada vez maior de funcionários era necessário para lidar com processamento de pedidos, contabilidade e arquivamento de documentos, com um espaço de escritório cada vez mais especializado necessário para abrigar essas atividades.

A maioria das escrivaninhas da época era muito pesada, com caixas de armazenamento de papel estendendo-se acima da área de trabalho da escrivaninha, dando a aparência de um cubículo e oferecendo aos trabalhadores algum grau de privacidade.

Com o aumento das cidades e do capitalismo o preço das terras nos centros das cidades começou a ficar relativamente alto e isso levou aos primeiros prédios de vários andares, que eram limitados a cerca de 10 andares, com o uso de ferro e aço permitiu estruturas mais altas.
O primeiro bloco de escritórios construído propositadamente foi o Edifício Brunswick, construído em Liverpool em 1841.

A invenção do elevador de segurança em 1852 por Elisha Otis viu a escalada rápida para cima dos edifícios.

Na década de 1950, uma típica estação de trabalho era uma escrivaninha como a da foto abaixo: gavetas e espaços para escrever. Os componentes envernizados ou encerados destacavam a madeira do móvel e a preocupação com design já era presente. O modelo da foto tem pés em formato Boomerang e era de fabricação da empresa Móveis Cimo.

A evolução no mobiliário e nos layouts dos escritórios seguiram e sistemas modulares que permitiam combinações flexíveis foram desenvolvidos pela empresa norte-americana Herman Miller. Em 1968, a empresa fez o lançamento comercial do primeiro sistema de estações de trabalho em planta livre, o Action Office.

O Action Office fundamentava-se na dinâmica de trabalho da época. Por ser modular, podia ser arranjado para atender as especificidades de cada funcionário ou departamento, não precisando criar plantas definitivas.

O conceito que se difundiu então no mercado foi substituir as então tradicionais salas entre quatro paredes, muitas individuais, por ambientes com divisórias e postos de trabalho que permitiam certo compartilhamento de espaço e interatividade dos colaboradores. Permitiam também a passagem de cabeamento por painéis divisores e modulação e a flexibilidade para mudanças de layouts. Essa solução ainda é utilizada por algumas empresas e continua a ser chamada de Sistemas de Estação de Trabalho.

Em seguida, a década de 70 foi marcada pela criação abundante e inovadora. Destacando-se a ergonomia, estilos industriais, materiais de alta tecnologia, cores vibrantes e formas mais geométricas. Houve maior ênfase à estetização de equipamentos eletroeletrônicos e o que foi também aplicado aos móveis.

A padronização monótona vinda dos primeiros tempos da indústria aliada à preocupação pela estética justificaram a semantização do design ocorrida na década de 80. Neste período, padrões ergonômicos e de conforto foram trabalhados a partir do emprego e aperfeiçoamento de novos materiais e tecnologias como: painéis de madeira revestida, injetados plásticos, novos mecanismos de regulagens e a diversificação de materiais aplicados nos móveis. O que resultou em melhor customização dos projetos, mais opções de móveis e melhor usabilidade dos produtos.

Nesta época, as máquinas de escrever, de calcular e de telex passaram a dar espaço aos computadores. Houve uma transformação nos ambientes de trabalho e nos móveis para escritório. No início, as empresas modernizavam as salas que receberiam os equipamentos de informática. O que aos poucos foi ocorrendo também em todas as áreas das empresas. As pessoas passaram a ficar mais tempo sentadas e a deslocar-se em espaços menores. A cadeira de trabalho ganhou destaque por solucionar a necessidade de mobilidade com seus rodízios, por ser giratória e ainda ter algumas regulagens.

Segundo artigo publicado na Revista Projeto/Design (1996) XVII, o design do mobiliário de escritório alterou-se substancialmente no último século. Mesas grandes e robustas deram lugar a mesas menores, sendo algumas com mesas auxiliares acopladas. O ambiente de trabalho passou a ser mais inovador, sofisticado e descomplicado. As gavetas diminuíram, os armários estão menos presentes, as mesas passaram acomodar aparelhos como impressoras, telefones, etc., os mobiliários mais adequados já permitiam acomodar rede de fios e cabos para que cada pessoa conectasse seus aparelhos eletrônicos.

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Em 2018, alguns funcionários não possuem espaço exclusivo, podendo realizar seu trabalho no horário mais conveniente, seja em casa, em cafés ou em áreas de coworking.

Algumas empresas não necessitam mais de tanto espaço físico para os escritórios. Busca-se otimização dos espaços para acomodar mais colaboradores em áreas limitadas. Os arquivos físicos não mais ocupam tanto espaço e os equipamentos são menores. As pessoas e organizações têm preferido áreas de trabalho mais descontraídas, com espaços de lazer, salas de reunião tecnológicas, esses espaços também podem ser denominados de Open-plan Offices.

Conforto e saúde dos colaboradores é uma premissa, assim com produtividade e preocupação com sustentabilidade. A integração de espaços e pessoas se sobrepõe à necessidade de privacidade dos postos de trabalho. Dá-se mais valor às salas de reuniões que são importantes locais para geração de ideias e de negócios. As empresas bem sucedidas precisam se apresentar ao mercado de forma condizente à sua proposta de trabalho ou à oferta de seus produtos ou serviços.

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Hoje essas evoluções são realidade e cabe a cada gestor ou decisor de compra buscar fornecedores que traduziram no seu portfólio de produtos o desfecho atual dessa evolução. 

Os espaços corporativos evoluem se houver:

  • alinhamento do projeto com as estratégias de cada empresa
  • bom planejamento dos espaços
  • escolha de marcas de móveis para escritório focadas no indivíduo, na sua saúde, conforto e consequente satisfação.

Estude, compare e decida de forma assertiva.

Sejamos todos muito bem-vindos aos novos tempos. Bem-vindos ao século 21!

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