Uma breve história das cadeiras para escritório

Uma evolução de valor.

Com a escalada da Revolução Industrial e a sociedade menos agrária, surgiu nas empresas a necessidade de ambientes de trabalho equipados com ferramentas para as novas rotinas nos escritórios. Neste cenário, era preciso acomodar em cadeiras quem trabalhava por horas sentado. Nasce uma combinação de forma e função em prol dos funcionários.

Cadeira Curule

 

Os historiadores afirmam que a primeira cadeira de escritório pode ser rastreada até Júlio César. O imperador romano conduziria negócios oficiais sentado em uma “cadeira Curule”. Enquanto outros líderes, magistrados e sacerdotes também usavam esta cadeira, César finalmente distinguiu sua cadeira levando-a aonde quer que fosse. Sua cadeira de “escritório” dourada o acompanhava em viagens, ao lado de sua coroa e outros objetos de valor.

Ao longo do tempo, a cadeira de escritório passou a ter objetivos mais utilitários. No início de 1800, com as viagens de trem tornando-se cada vez mais comuns, os vagões foram equipados com as Poltronas Centripetais de Primavera, projetadas por Thomas E. Warren e fabricadas pela American Chair Company. Como estas viagens eram uma forma das empresas expandirem seus territórios, o uso de uma cadeira de trabalho adequada permitia que os funcionários completassem suas tarefas administrativas em trânsito. Diante da crescente importância, a cadeira Centripetal foi equipada com molas de assento para ajudar a absorver os solavancos das viagens e permitir que os negócios continuassem nos trilhos, no duplo sentido da frase.

Cadeira Centripetal

Nos anos que antecederam a Revolução Industrial, as cadeiras de escritório passam a ser usadas como ferramentas de produtividade. Despertou-se o uso consciente dos ambientes de escritório e a necessidade de se trabalhar por mais horas. A cadeira de escritório foi então fundamental para acomodações mais confortáveis, para que os trabalhadores experimentassem menos cansaço ao longo do dia.

Em 1851, a cadeira do escritório foi apresentada a um grande público durante a Grande Exposição em Londres. Desde então, os projetos de cadeiras de escritório continuaram a evoluir com o mesmo objetivo de fornecer um lugar confortável para sentar e trabalhar.

No início do século 20, Frank Lloyd Wright surpreendeu o mercado criando uma série de cadeiras inovadoras. A Cadeira Executiva criada em 1904 para o edifício Larkin Office Building, com seu mecanismo giratório e ajuste de altura, ainda é considerada uma referência.

 

A Cadeira Executiva do Larkin Building de Frank Lloyd Wright. Van Dorn Iron Works Company, EUA, 1904, Museu Metropolitano de Arte.

 

Na década de 20, associava-se preguiça ao ato de sentar confortavelmente e era comum ver pessoas trabalhando em fábricas usando bancos sem encosto. Reagindo às reclamações de queda de produtividade e doença, particularmente entre as mulheres que já eram uma presença crescente na força de trabalho, uma empresa chamada Tan-Sad lançou uma cadeira giratória com encosto curvo que poderia ser ajustado à estatura de cada trabalhador.

Anúncio de Tan-Sad reproduzido em “Nossos próprios dispositivos: como a tecnologia refaz a humanidade”.

 

Já nas décadas de 50 e 60 surge a preocupação com ergonomia. A cadeira MAA de George Nelson projetada para Herman Miller (1958) era inovadora nesse sentido, pois seu encosto e assento se inclinavam independentemente, criando uma nova gama de posições para o corpo no trabalho.

Cadeira MAA de George Nelson. USA, 1954.

Nos anos 70, dois livros de designers industriais americanos, a Medida do Homem, de Henry Dreyfuss, e a Humanscale, de Niels Diffrient, apresentavam as complicadas descobertas dos ergonomistas de uma forma que era acessível a outros designers. Diffrient, junto com os designers Wolfgang Mueller e William Stumpf, começou a brincar com novas formas de aplicar essa pesquisa, inventando maneiras de apoiar os contornos do corpo com espuma de poliuretano moldada.

Síntese 45, Ettore Sottsass Jr. Olivetti, Itália 1973. Museu Metropolitano de Arte.

Em 1974, a empresa Herman Miller convidou Stumpf para aplicar sua pesquisa e desenvolver uma cadeira. Stumpf passou os anos 60 e início dos anos 70 no centro de design ambiental da Universidade de Wisconsin-Madison estudando a maneira como as pessoas se sentavam, com informações de especialistas em medicina ortopédica e vascular.

O resultado dessa colaboração foi a Cadeira Ergon lançada em 1976. Embora os especialistas em ergonomia não concordem muito, eles são unânimes quanto à importância dessa cadeira por trazer a noção de assentos ergonômicos para um público maior. A cadeira não tinha partes móveis, mas o uso de espuma moldada era marcante no produto. A cadeira era confortável e oferecia apoio para manter uma postura adequada.

A cadeira Ergon. William Stumpf. Herman Miller, EUA, 1976

A cadeira Ergon foi revolucionária em termos de engenharia, mas não era uma unanimidade em solução estética. Por outro lado, outro produto surge, a cadeira Vertebra: um projeto para o bem do corpo, mas que era vista como um produto de arte.

Vértebra, 1974-1976. Emilio Ambasz e Giancarlo Piretti. O Metropolitan Museum of Art.

Em 1976, o Metropolitan Museum of Art chama essa criação de Giancarlo Piretti e Emilio Ambasz, a Vertebra, como “a primeira cadeira de escritório ajustável automaticamente, projetada para responder e adaptar-se aos movimentos do corpo do usuário e proporcionar conforto e apoio”. A cadeira venceu o Prêmio Excelência em Design de 1977. Jenny Pynt e outros especialistas em cadeiras pontuaram que essa funcionalidade já havia sido alcançada, de maneira menos elegante, várias décadas antes. Mas não há como negar que a vértebra tinha estilo.

Apresentada ao mercado em 1994, a cadeira Aeron, conhecida atualmente até mesmo por pessoas de fora do segmento, foi desenvolvida por William Stumpf e Donald Chadwick para a Herman Miller. A cadeira inovou com apoio lombar e pélvico, incorporando uma almofada moldada na curvatura do encosto e mudando a dinâmica do usuário com sua cadeira: bom apoio para diferentes posturas, seja reclinando-se para falar ao telefone ou projetando-se para a frente para escrever, datilografar e digitar. Disponíveis em três tamanhos – A (pequena), B (média) e C (grande) – e não nos modelos executivo e de secretária, promoveu-se a ideia de que uma cadeira deveria encaixar um indivíduo com a mesma precisão que um sapato, redefinindo-se a estética da hierarquia do local de trabalho.

Cadeira Aeron, Williams Stumpf e Donald Chadwick, Herman Miller, EUA, 1994.

Da esquerda para a diereita: cadeira Knoll Generation, 2009; cadeira Herman Miller Embody, 2009; e cadeira Konstantin Grcic 360 Chair.

Nos anos seguintes surgiram muitas outras cadeiras emblemáticas e produtos tidos como referência de design, conforto e imponência, que fazem parte da história e ainda podem ser vistos no portfólio das empresas. No entanto, é difícil definir uma maneira acordada de medir o sucesso de uma cadeira.

Cadeiras de escritório são utilizadas para fins profissionais e as demandas das empresas devem sim ser equacionadas levando-se em conta ergonomia, durabilidade e design, mas também o peso relevante da relação custo-benefício dos produtos.

No terceiro milênio, as cadeiras continuam a evoluir, porém com uma nova característica de serem acessíveis aos orçamentos enxutos das organizações. Hoje é possível se ter produtos ergonomicamente adequados, com conforto e design, sem necessariamente ter que fazer investimentos como já vistos no rol restrito de produtos do passado.

A capacidade da indústria, o talento dos designers e o uso de novos materiais levam a modelos cada vez mais flexíveis em forma e orçamento e adaptáveis ao biotipo humano. A indústria prioriza a evolução ergonômica e desenvolve produtos cada vez mais ajustáveis ao corpo humano. Essas regulagens são necessárias para atender a diversos perfis antropométricos e também às determinações de legislações mundo afora. No Brasil, por exemplo, há a Norma Regulamentadora – NR-17 do Ministério do Trabalho.

Este equilíbrio de valor x preço é possível ser experimentado em 3 diferentes cadeiras do fabricante Funcional Mobiliário Corporativo: Poltrona Dom, Poltrona Contatto e Cadeira Vibe.

Um ótima referência dos novos tempos é a Poltrona Dom. Ela possui ajustes 3D nos braços, regulagem de profundidade do assento, espaldar e apoio lombar com regulagens independentes de altura, apoio de cabeça com regulagem de altura e inclinação. E para torná-la uma referência de usabilidade, ela tem os ajustes de altura da cadeira e do mecanismo de recline nos braços da cadeira. O usuário pode regular a cadeira sem precisar sair dela. A Linha Dom possui um show de recursos.

Com design leve e atemporal, as cadeiras da Linha Contatto utilizam o conceito físico para pressão: quanto maior a área, menor a pressão. Assim, a Funcional aumentou a área de contato do corpo com a cadeira, proporcionando maior conforto. Possui recursos importantes também de regulagem de profundidade do assento e de altura do apoio lombar, apoia-braços e apoio de cabeça ajustáveis, recline. Disponíveis nas cores preta ou branca e com bases nylon ou alumínio.

 

A linha de cadeiras Vibe é diferente, inovadora e cheia de estilo. Criada para ser uma cadeira viável aos projetos corporativos, partiu da premissa de combinar estética com custo-benefício. Em duas versões, com componentes brancos ou pretos, a Vibe possui assento com espuma injetada moldada anatomicamente, braços injetados e encosto em tela mesh, o resultado final é um equilíbrio entre usabilidade, conforto e leveza.

Dentre outros modelos disponíveis no portfólio da Funcional ou de outras marcas, é importante saber o quanto a cadeira é fundamental em um projeto corporativo. A escolha correta traz resultados desejados, equipe motivada e clientes satisfeitos.

Beneficie-se desta evolução. Invista certo. Traga inovação e sucesso para sua organização.